Visto D8 Portugal: O guia do nômade digital que trabalha remotamente
O Visto D8 foi criado especialmente para quem trabalha remotamente para empresas ou clientes fora de Portugal e quer morar no país legalmente. É diferente do D7: aqui a renda vem de trabalho ativo (emprego remoto ou freelance), não de renda passiva.
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O que é o Visto D8?
O Visto D8 — Atividade de Prestação de Serviços a Distância foi criado em 2022 para atender a demanda crescente de trabalhadores remotos que querem morar em Portugal. É o visto certo para quem tem emprego com contrato CLT ou PJ em empresa fora de Portugal, ou que atende clientes internacionais como freelancer.
A principal diferença em relação ao D7 é que a renda deve vir de trabalho ativo: emprego remoto, contrato de prestação de serviços, projetos de consultoria. Dividendos e aluguéis não se encaixam aqui — para isso existe o D7.
Quem pode solicitar?
- Trabalhadores com contrato CLT ou PJ em empresa com sede fora de Portugal
- Freelancers e consultores que prestam serviços para clientes internacionais
- Donos de empresa no Brasil que se remunerem por pró-labore ou contratos de serviço
- Qualquer profissional que gere renda de trabalho remoto com empresa não portuguesa
Renda mínima exigida: €3.280/mês (equivalente a 4 vezes o salário mínimo português em 2025). Para cônjuge e filhos dependentes, acrescentam-se valores proporcionais.
Documentos necessários
- Passaporte válido
- Contrato de trabalho remoto com empresa fora de Portugal — em inglês ou com tradução juramentada
- Comprovante de emprego: declaração do empregador + últimos 3 holerites ou extratos de pagamento
- Se freelancer: contrato com cliente(s) internacional(is) + extratos de pagamentos recebidos (Wise, PayPal, transferência bancária)
- Extratos bancários dos últimos 3 meses mostrando os recebimentos
- Seguro de saúde internacional
- Comprovante de alojamento em Portugal
- Certidão de antecedentes criminais apostilada
- NIF português
- Fotos 3×4
Passo a passo
- Organize os documentos de renda — o documento mais importante é o comprovante de que você trabalha remotamente para empresa fora de Portugal. Declaração do empregador em papel timbrado, com assinatura e cargo, é essencial.
- Tire o NIF por representante — igual ao D7, é o primeiro passo prático. Sem NIF, não dá para abrir conta bancária ou assinar contrato de aluguel em Portugal.
- Agendar no consulado (VFS Global) — mesmo processo do D7.
- Aguardar a análise e receber o visto — prazo similar ao D7: 60–90 dias na prática.
- Entrar em Portugal e solicitar a AR na AIMA — após aprovação do visto, entre dentro do prazo (4 meses) e agende na AIMA.
Prazo total estimado
O D8 tende a ser processado em tempo similar ao D7. O prazo total é de 2 a 5 meses. A documentação de trabalho remoto é mais padronizada, o que facilita a análise em alguns consulados.
Hacks práticos
- CNPJ brasileiro como comprovante — se você é dono de empresa no Brasil e se remunera por pró-labore ou distribuição de lucros, isso pode contar como renda para o D8. Apresente contratos de serviço da empresa + extratos de pagamento ao sócio.
- Wise ou Payoneer como prova — se você é freelancer, os extratos do Wise mostrando recebimentos internacionais são excelentes comprovantes. O consulado aceita extratos digitais com cabeçalho oficial.
- D8 pode virar D7 depois — se sua situação de renda mudar, pode solicitar mudança para D7 na renovação, desde que comprove renda passiva suficiente.
- IFICI (ex-NHR) — Portugal tem regime fiscal favorável para novos residentes. Consulte um contador português especializado em brasileiros para calcular o impacto no seu caso.
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