Residência

Visto D7 Portugal: Guia completo para quem vive de renda passiva

O Visto D7 é a porta de entrada para morar legalmente em Portugal sem precisar de um emprego local. Ele foi criado para pessoas que têm renda suficiente vinda de fora — aposentadoria, aluguel de imóveis, dividendos, freelance internacional — e querem viver em Portugal com qualidade de vida.

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O que é o Visto D7?

O D7, oficialmente chamado de Visto de Residência para Atividade de Rendimento Passivo, é o visto português mais procurado por brasileiros que têm renda própria e querem morar em Portugal legalmente. Ele não exige que você trabalhe para uma empresa portuguesa — basta comprovar que tem renda suficiente para se sustentar.

Desde 2022, o D7 é processado pela AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo), que substituiu o extinto SEF. O processo envolve dois momentos: primeiro o visto de longa duração no Consulado de Portugal no Brasil, depois a Autorização de Residência (AR) já em Portugal.

Quem pode solicitar?

  • Aposentados e pensionistas — renda do INSS, previdência privada ou pensão
  • Proprietários de imóveis — renda de aluguéis no Brasil ou exterior
  • Investidores — dividendos de empresas, rendimentos de aplicações financeiras
  • Freelancers internacionais — desde que a renda seja de clientes fora de Portugal

A renda mínima exigida é de aproximadamente €820/mês para o requerente principal. Para cônjuge adiciona-se 50% (€410) e para cada filho menor 30% (€246).

Documentos necessários

  • Passaporte válido por pelo menos 6 meses além da data do visto pretendido
  • Extratos bancários dos últimos 3 meses (conta brasileira e, se tiver, conta portuguesa)
  • Comprovante de renda passiva: holerite de aposentadoria, contrato de aluguel + recibos, declaração de IR com rendimentos
  • Seguro de saúde internacional com cobertura mínima de €30.000 e válido em Portugal
  • Comprovante de alojamento em Portugal: contrato de arrendamento assinado ou escritura de imóvel
  • Certidão de antecedentes criminais apostilada e traduzida (expedida nos últimos 3 meses)
  • NIF (Número de Identificação Fiscal) português — pode ser solicitado por representante fiscal antes de chegar
  • Fotos 3×4 recentes
  • Formulário de pedido de visto preenchido e assinado

Passo a passo do processo

  1. Obter o NIF por representante fiscal — antes mesmo de começar o processo. Um advogado ou representante em Portugal pode tirar o NIF por procuração. Custo médio: €150–300. Isso permite abrir conta bancária em Portugal remotamente.
  2. Abrir conta bancária em Portugal — com o NIF em mãos, é possível abrir conta no Millennium BCP, Caixa Geral ou BPI remotamente.
  3. Agendar no Consulado Geral de Portugal — via portal VFS Global. Em São Paulo, Rio, Brasília e outras cidades. O agendamento pode ter fila de semanas — agende com antecedência.
  4. Entregar os documentos e pagar a taxa — a taxa consular é de aproximadamente €90. Entregue todos os documentos organizados e originais + cópias.
  5. Aguardar a análise — o consulado tem prazo de 60 dias, mas na prática pode levar 90–120 dias. Fique atento ao e-mail cadastrado.
  6. Receber o visto e entrar em Portugal — o visto D7 inicial tem validade de 4 meses. Você precisa entrar em Portugal e agendar a Autorização de Residência (AR) na AIMA dentro desse prazo.
  7. Agendar a AR na AIMA — portal da AIMA ou por representante legal. A AR tem validade de 2 anos no primeiro ciclo, renovável por 3 anos.

Prazo total estimado

Conte com 3 a 6 meses desde o início do processo até o visto em mãos. O gargalo é o tempo de análise no consulado. Após entrar em Portugal, o agendamento na AIMA pode ter mais espera — o representante legal ajuda a conseguir datas mais rápidas.

Hacks práticos

  • Tire o NIF antes de qualquer coisa — sem NIF você não abre conta bancária, não assina contrato de aluguel, não recebe transferências internacionais de forma eficiente.
  • Separe extratos de todas as fontes de renda — o consulado quer ver que a renda é consistente e real. Rendimentos de aluguel? Apresente o contrato + recibos + declaração IR.
  • Seguro saúde: atenção à cobertura mínima — muitos seguros de viagem não atendem os requisitos do D7. Procure seguros de saúde internacionais como Allianz Care, Cigna Global ou similares com validade anual.
  • D7 ≠ NHR — o regime NHR (agora substituído pelo IFICI) é um benefício fiscal separado, que você pode solicitar após obter a AR. Tem impacto real no imposto sobre renda estrangeira.
  • Não alugue imóvel sem ver — muitos brasileiros assinam contratos remotamente por fotos e se arrependem. Se possível, faça uma visita exploratória antes de assinar contrato definitivo.

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Checklist de documentos

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Agendamento
Agende com antecedência — filas longas em São Paulo e Rio de Janeiro.
Geralmente pago no momento da entrega dos documentos.
Documentos de Endereço
Contrato de arrendamento assinado por ambas as partes, ou escritura de imóvel próprio. Deve ter endereço completo em Portugal.
Pode ser obtido por representante fiscal antes de viajar. Custo médio: €150–300.
Documentos Financeiros
Conta brasileira (e portuguesa, se tiver). Deve mostrar renda e saldo consistentes com o mínimo exigido.
Holerite de aposentadoria, contrato de aluguel + recibos, declaração de IR, extratos de dividendos — conforme a fonte.
Com recibo de entrega da Receita Federal.
Documentos Pessoais
Deve ter pelo menos 2 páginas em branco disponíveis.
Normalmente 2 fotos coloridas, recentes, com fundo branco.
Solicitar na Polícia Federal. Apostilar em cartório. Tradução juramentada para português (PT). Validade: 3 meses.
Disponível no site do Consulado ou VFS Global.
Saúde e Seguro
Válido em Portugal e no espaço Schengen. Prefira seguros anuais (não de viagem curta).